Em nome da competição, Brasileiro de Enduro não vai pro Tapetão

O francês Adrien Metge disputa a temporada no Brasil

O francês Adrien Metge disputa a temporada no Brasil

A presença de estrangeiros participando dos campeonatos no país tem sido uma constante desde os anos 80. Vários já passaram por aqui e muitos conquistaram vários títulos em solo brasileiro.

Luis Oliveira conquistou o título brasileiro na última etapa

Luis Oliveira conquistou o título brasileiro na última etapa

Este ano temos estrangeiros participando não só do Motocross mas também no Enduro, caso do português Luis Oliveira e do francês Adrien Metge. No motocross temos o Carlos Campano, Jetro Salazar, Paulo Alberto, dentre outros. O problema é que alguns destes pilotos podem estar competindo de forma irregular. A lei que define a situação jurídica do atleta estrangeiro no Brasil diz que ao desportista deve ser concedido visto temporário. No caso, o visto de turista não se aplica, já que para a disputa do campeonato por uma equipe, se configura uma relação de trabalho.

Dessa forma, os pilotos que estão competindo de forma irregular, podem ter seus pontos anulados. No caso do Enduro os dois estrangeiros, Luis e Adrien, poderiam ter suas participações contestadas e o título iria para o mineiro Rômulo Bottrel, brasileiro melhor colocado, conforme alega a equipe P3 Racing, através de release divulgado por sua Assessoria de Imprensa.

A equipe P3 Racing analisou inclusive a possibilidade de impetrar recurso junto ao Tribunal de Justiça Desportiva. Caso impetrasse o recurso (e o mesmo fosse julgado procedente), Rômulo Bottrel, atual Campeão Brasileiro e melhor piloto nacional conquistaria o bicampeonato, tanto Brasileiro quanto na Copa EFX. Porém, em nome do esporte e da competição, resolveram não contestar e aceitar os resultados, abrindo mão de um título conquistado no tapetão. Atitude louvável, pensada em prol do esporte, já que decidiram não fazê-lo para não abalar o bom momento que o esporte vive hoje no Brasil.

Fred Pessoa, chefe da Equipe P3 Racing - Foto:  Fred Mancini / Y.Sports

Fred Pessoa, chefe da Equipe P3 Racing – Foto: Fred Mancini / Y.Sports

“A superioridade dos estrangeiros dentro da pista é indiscutível. São mais rápidos e mereceram as vitórias, mas correram com visto de turismo, o que é ilegal, segundo as leis brasileiras”, disse Fred Pessoa, chefe da equipe. “O Enduro nunca teve uma fase tão boa no Brasil como essa. Entendemos que o litígio irá desgastar os relacionamentos e desconstruir o que já foi feito, por isso essa é a nossa decisão”, disse Pessoa.

A equipe P3 Racing porém, irá aguardar a reunião que acontecerá com todas as equipes após a última etapa do Campeonato Brasileiro, que será realizada em Patrocínio (MG), nos dias 22 e 23 de novembro. Lá a equipe irá exigir uma nova conduta da Confederação Brasileira de Motociclismo (CBM) perante a situação dos pilotos estrangeiros para o campeonato de 2015.

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