GP Brasil de Motocross – Muita chuva, abandonos e arquibancadas lotadas

Tinha tudo para ser uma competição espetacular, mas a chuva que caiu neste domingo (20) atrapalhou os planos dos pilotos, principalmente os brasileiros, que disputaram o Honda GP Brasil de Motocross, válido pela quinta etapa do Campeonato Mundial de Motocross. A prova foi realizada na pista do parque Beto Carrero World, em Penha (SC).

Mas mesmo com toda a chuva que caiu, ela ainda não foi capaz de estragar os grandes duelos na pista. Pelo contrário, aos olhares dos mais de 20 mil espectadores que se aglomeraram nas arquibancadas e camarotes, os pilotos superaram seus limites e obstáculos do traçado.

Tommy Searle, vencedor da MX2

O francês Christophe Pourcel, na MX1, e o britânico Tommy Searle, na MX2, foram os pilotos que melhor se adaptaram a lama e conquistaram o Honda GP Brasil de Motocross.

O que chamou a atenção foi a desistência de vários pilotos brasileiros. Além de uma ótima oportunidade de alinhar com os melhores do mundo em uma etapa do Mundial realizada no Brasil, uma falta de consideração com o público de mais de 20 mil pessoas que foram à pista.

Dudu e Ratinho nem alinharam Através de release distribuido para a imprensa, os pilotos Marcelo “Ratinho” Lima e Eduardo “Dudu” Lima anunciaram a decisão de não participarem da prova. Os irmãos paulistas alegaram no release que “preferiram não alinhar no gate para a decisão da quinta etapa do Mundial, evitando possíveis lesões, além da quebra de equipamentos”.

Outros brasileiros ainda tentaram, mas as condições da pista estavam mesmo muito difíceis:

“O dia não foi nada fácil. A chuva castigou bastante e a pista era praticamente outra. Muito barro e canaleta. Quando caía, não conseguia levantar a moto sozinho porque ela grudava na lama, precisava de ajuda. Achei melhor não arriscar”, diz Thales Vilardi.

“A chuva atrapalhou muito e quando parou de chover ficou ainda pior. O barro começou a grudar. Depois da largada voou barro no meu rosto e não consegui mais ver nada. Depois, levei uma pancada na perna e achei melhor parar para evitar possíveis lesões”, conta Leandro Silva

O destaque da competição entre os brasileiros foi o goiano Wellington Garcia (#221), que conseguiu terminar as duas corridas da MX1 e ainda completar a primeira na 18ª colocação, sendo o melhor brasileiro da bateria. Ao contrário dos pilotos que preferiram nem alinhar no gate, o goiano foi exemplo de profissionalismo e demontrou grande respeito ao público presente, mesmo com todas as dificuldades da pista. E foi em respeito às arquibancadas lotadas que Wellington preferiu não desistir:

Wellington Garcia foi o melhor brasileiro na 1ª bateria

Eu não podia desistir da prova, então fui até o fim.  Cheguei a parar 3, 4 vezes e falar: ‘nossa, agora vou sair da prova’. Mas eu acho que o Brasil não  merece isso, toda a arquibancada ali torcendo por mim, me incentivando toda vez que eu passava, eu acho que não seria justo. Então pra falar a verdade eu não sei nem de onde eu tirei forças pra terminar a prova. 

Confira a entrevista com o piloto goiano Wellington Garcia:

MELHORES MOMENTOS – GP BRASIL DE MOTOCROSS

 

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