Mensagem do Jeca

20 20UTC Dezembro 20UTC 2007

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O nosso Amigo Renato Jeca Jóia Furmann, que agora transformou seu Jornal em revista, manda a seguinte mensagem:

“Olá cumpadre Janjão, obrigado por nos divulgar em seu site. Convido todos os leitores a assinarem a Revista Jeca Jóia Pró. Com a assinatura de cada um poderemos construir um veículo forte, voltado para a divulgação das trilhas, enduros e todo o motociclismo nacional.
São 224 páginas, ou seja, dá para ficar o mês inteiro no banheiro, lendo o Jeca…

Valeu!

Jeca”

Todo mundo conhece o Jornal Jeca Jóia e sabe da qualidade e irreverência do mesmo. Então tá esperando o quê pra assinar? Clica logo AQUI e faça sua assinatura!


Enduro da Independência 2007

6 06UTC Junho 06UTC 2007

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O TCMG está prometendo para todos os amantes do off-road, em especial, aos apaixonados pela modalidade Enduro de Regularidade, uma prova sensacional, que marcará a história do motociclismo nacional, com a realização da 25ª edição do Enduro da Independência.

A PROVA E O ROTEIRO
O local de largada e as datas serão divulgadas em breve. Fiquem atentos e não percam a chance de disputar mais esta edição.

INSCRIÇÕES
As inscrições serão abertas até a próxima segunda, dia 11 de junho. Porém, seguem as categorias disponíveis e os valores para visualização. A grande novidade é a volta da categoria DUPLAS, que marcou época no início dos anos 80.

VALORES
Categorias: Master, Senior, Over 40, Over50, Junior e Novatos (limite de 400 vagas)

- 10/06 a 30/06 – R$ 400,00 (sócios TCMG) e R$ 500,00 (não sócios TCMG)
- 01/07 a 15/07 – R$ 450,00 (sócios TCMG) e R$ 550,00 (não sócios TCMG)
- 16/07 a 31/07 – R$ 500,00 (sócios TCMG) e R$ 600,00 (não sócios TCMG)
- 01/08 a 15/08 – R$ 550,00 (sócios TCMG) e R$ 650,00 (não sócios TCMG)
- 16/08 a 24/08 – R$ 600,00 (sócios TCMG) e R$ 700,00 (não sócios TCMG)
- 25/08 a 04/09 – R$ 850,00 (sócios TCMG) e R$ 850,00 (não sócios TCMG)

Categorias: Duplas (limite de 50 duplas) – Valores individuais por piloto
- 10/06 a 30/06 – R$ 375,00 e R$ 375,00
- 01/07 a 15/07 – R$ 425,00 e R$ 425,00
- 16/07 a 31/07 – R$ 475,00 e R$ 475,00
- 01/08 a 15/08 – R$ 500,00 e R$ 500,00
- 16/08 a 24/08 – R$ 550,00 e R$ 550,00
- 25/08 a 04/09 – R$ 750,00 e R$ 750,00
EXEMPLO: a dupla que se inscrever até o dia 30/06 pagará R$ 750,00, ou seja, R$ 350,00 para o piloto A e R$ 350,00 para o piloto B.
Obs: – Valores válidos até o depósito no último dia do período da promoção acima;

- Em hipótese alguma serão devolvida as inscrições já pagas, podendo estas ser transferidas para outros pilotos desde que formalizada através de documento disponível no site com antecedência de 10 dias do sorteio dos jalecos;

- Após o envio do comprovante de depósito para o fax (dados abaixo) do clube não será permitido a troca da categoria informada no Site;

- Dados para depósito: Bradesco – Ag. 3437-1 / Cc 8895-1 / Fav. Trail Clube Motos Gerais.
É OBRIGATÓRIO DO ENVIO DO COMPROVANTE DE DEPÓSITO PARA O FAX DO CLUBE.

FALE COM O TCMG: (31) 3281-0717 ou 9177-3654, após às 14hs.


I ENDURO DA INDEPENDÊNCIA – 1983

30 30UTC Maio 30UTC 2007

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“NAS TRILHAS DO PASSADO, AS EMOÇÕES DO FUTURO”
Com esta frase a TV Globo fazia a chamada dos pilotos para participarem desta grande aventura

I ENDURO DA INDEPENDÊNCIA – RIO DE JANEIRO/BELO HORIZONTE -1983
*matéria retirada do site: www.motosclassicas70.com.br

O Enduro era uma modalidade de competição de motocicletas, até então pouco conhecida pelos brasileiros.

O mercado de motos fora de estrada vinha crescendo muito e a Honda, de olho nesse filão, resolveu patrocinar um evento de Enduro.

Juntamente com a Rede Globo e o Trail Clube de Minas Gerais, foi criado o Enduro da Independência.

Na história do Brasil há um relato sobre uma viagem efetuada por D. Pedro I do Rio de Janeiro até Belo Horizonte, para tentar o apoio mineiro à causa da Independência, já defendida por São Paulo e Rio.

Isso foi em 1822, poucos meses antes da Independência. D. Pedro I e sua comitiva de mais 8 pessoas, cavalgou por 15 dias, e esse trajeto ficou conhecido como “Caminho Novo” e posteriormente como “Estrada Real”.

O Trail Clube de Minas, com total apoio da Honda estava pensando em criar uma prova de longa duração para difundir o Enduro nacionalmente, pois já era praticado nas trilhas de Minas Gerais. E a Rede Globo estava planejando uma comemoração especial e diferente para a Semana da Pátria.

Daí surgiu o Enduro da Independência !

Após 5 longos meses de preparação, levantamento da trilha em bases de registros históricos, muitas viagens Rio – Belo Horizonte, finalmente chega setembro !

Seriam 800 Km, percorridos em 3 dias !

440 motos, divididos em 220 duplas de pilotos, disputaram esse grande desafio, enfrentando chuva, lama, poeira, frio, e cansaço, pelas trilhas da Estrada Real !

No dia 4 de setembro, houve a largada simbólica, no Rio de Janeiro, na Quinta da Boa Vista, onde há uma estátua de D. Pedro I. Todas as motos desfilaram, juntamente com os carros de apoio, fazendo uma grande festa !

Mas a coisa ia ficar séria mesmo no dia 5 de setembro, uma segunda feira chuvosa e fria !

As duplas começaram a largar pontualmente às 7 da manhã, partindo para a 1ª etapa, que seria até Barbacena, numa distância de 350 km.

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Um mundo de motos ! A cada 30 segundos larga um participante.

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Muita lama, dificuldade para navegar, muitos perdidos e depois mão embaixo para alcançar a média (o enduro é de regularidade).

O primeiro trecho cronometrado começava no vilarejo de Porto Estrela, local onde começou a viagem de D. Pedro.

De lá seguiram até Piabetá, em asfalto, e dali começava a subida até Petrópolis, em chão de paralelepípedos molhados… muitos tombos !

Depois de Petrópolis, Correias e Noguerias, também pelo asfalto.

Um trecho de terra levou o enduro até Pedro do Rio, e de lá até Secretário, também em terra batida… bem lisa !

De lá seguem até Paraibuna, passando por Paraíba do Sul. De Paraibuna até Matias Barbosa, mais asfalto ! A turma já começava a se perguntar: “cadê as trilhas, a emoção, o barro pra atolar??”

Logo depois de Matias Barbosa, viria a resposta… Começava a trilha chamada “Expurgo da Desindexaçao”! Esburacada, pedregosa, com costelas de vaca e muitas fendas, a trilha começa a dar um tempero ao Enduro !

Quem conseguiu passar bem, chegou até Caeté, Retiro e Juiz de Fora e de lá seguiu para Chapéu D´Uvas… E tiveram que enfrentar o Pastão e o Oleoduto !

O Pastão era uma encosta coberta por pastagem, que tornava a sudida muito difícil, principalmente para as pesadas XL 250 e Montesas. Quem estava de DT 180 se deu bem !

Chega o Oleoduto… são cinco morros íngremes, com um oleoduto enterrado por baixo… um sufoco !

A chuva causou uma grande erosão, e as valas e fendas eram enormes, e muita gente ficou para trás !

A seguir a caravana foi para Ewbank da Câmara, Santos Dumont, Perobão, Antonio Carlos, Sá Forte e finalmente a chegada em Barbacena !

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O caminhão de patrulha especial do Exército, incumbido de percorrer as trilhas ao final do dia, recolhendo os atolados, perdidos e desaventurados, só chegou a Barbacena na fria madrugada do dia 6! Teve gente que ficou na chuva e no frio esperando o caminhão até a 1 hora da manhã!!

Em Barbacena as motos ficaram num parque fechado, onde os pilotos aproveitavam para revisar e checar as condições das máquinas para o dia seguinte. É bom lembrar que nesta primeira versão do enduro não era permitida a participação de mecânicos, só os pilotos podiam dar manutenção nas motos.

No dia 6, a segunda etapa seria até Ouro Preto. O primeiro trecho era até Padre Brito e depois seguindo até a Fazenda Pouso Real (onde D. Pedro e sua comitiva pernoitaram certa vez), passando por muitos mata-burros, o que andou entortando muita roda!!

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Lama + mataburro = roda empenada

A chuva acabou fazendo com que as médias estipuladas nas planilhas se tornassem muito altas para as condições precárias das estradas e trilhas (e motos da época)… Com isso nos trechos um pouco melhores, os pilotos tinham que acelerar forte para tentar recuperar o tempo! O resultado foram alguns acidentes (nenhum grave), como o de José Triploli, que atropelou uma vaca a 80 km/h ! Tripoli nada sofreu, mas o estrago na moto foi grande !

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Um dos trechos com muita lama

Chega São João Del Rey e depois Tiradentes, onde seria realizado o teste de velocidade.

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O Enduro passando pela histórica Tiradentes

São 5 quilometros de subidas e descidas numa estradinha sinuosa e escorregadia, com muitas árvores, a caminho de Prado… O piloto era cronometrado na entrada e na saída do percurso… teve piloto que atingiu a média de 130 km/h !!!

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A caravana do Enduro também passou pela cidade de Prado

Depois de Prado, em direção à Queluzita, Ribeiro e Conselheiro Lafaiete, as trilhas ficaram muito travadas e apertadas ! De lá seguem num trecho muito bonito até Ouro Branco, a trilha de Nicanor, porém em subida e com muitas cavas ! No topo da Nicanor havia uma estradinha de areia branca com uma vista maravilhosa da serra !

De Ouro Branco a Ouro Preto, seguiram a trilha do Garimpeiro… Atravessam um rio raso entre montes de minérios garimpados e sobem por uma trilha muito ruim até chegar no asfalto de deslocamento até Ouro Preto.

Em Ouro Preto o parque fechado foi no campo de futebol da cidade, e novamente a atividade noturna foi enorme num desmonta, monta, troca, parafusa geral !!

Amanhece o dia final, 7 de setembro, com sol forte ! A última etapa iria terminar em Belo Horizonte !

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Largada em Ouro Preto, onde o sol reaparece

As trilhas iriam favorecer os pilotos mineiros, que já estão habituados a percorrê-las !

Uma trilha nova, levantada pelo TCMG, leva o Enduro de Ouro Preto até Glaura e dali até Rio Acima.

De lá, seguem para Raposos e Nova Lima, passando por trilhas como Galopeira, Lair de Baixo, Lair de Cima, Vaca Oca, Olimpo, Hemovirtus e outras ! Muita pedra solta, poeira e… muita gente andando junto, dividindo curvas, tombos, adrelalina pura!!

Está chegando ao fim… de Rio Acima, até São Sebastião das Águas Claras e finalmente Belo Horizonte !

A chegada à Belô foi no BH Shopping onde uma multidão de pessoas se misturava aos pilotos, equipes de apoio, a imprensa, televisão, um verdadeiro tumulto!

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Chegada a BH com Teste de Non Stop

No final, havia a última prova… Um teste de Non-Stop, um trecho de 300 metros, repleto de obstáculos onde os pilotos não poderiam tocar os pés no chão! Apenas um piloto de cada dupla teria que participar.

E o resultado final dessa grande aventura foi a vitória da dupla mineira formada por Roberto Ferreira e Helder Rabelo, pilotando duas Yamaha DT 180, que lideraram o Enduro do começo ao fim!

Nos 32 postos de controle (PC) do percurso, a dupla perdeu 2532 pontos (253 a menos que o segundo colocado).

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O piloto Beto Motorauto, que até hoje participa de provas de Enduro

Em segundo lugar chegaram os irmãos, também mineiros, Paulinho e Aureo Stradioto, também com duas DT 180.

Para a Honda, patrocinadora oficial do evento, restou o terceiro lugar, com os mineiros Patrício Calderon e Rogério Eurídes, ambos de XL 250.

Das 440 motos que partiram do Rio, menos de 300 chegaram a Belo Horizonte, entre elas uma heróica Yamaha TT 125 do carioca Jorge Antunes, que além de vencer todas as enormes dificuldades do Enduro, ainda teve que percorrer os últimos 10 quilômetros rebocando a FBM 125 de seu parceiro Antonio Nogueira, que ficou sem combustível!

São muitas as histórias e aventuras de cada um, vividas nesses 3 dias da maior e mais longa prova do motociclismo brasileiro!

Para todos, a grande vitória foi ter participado e ter conseguido chegar!

Parabéns a todos que participaram na organização, na grande idéia, na criação e principalmente aos pilotos e suas intrépidas motocicletas, que venceram todos os obstáculos e armadilhas das trilhas da “Estrada Real”!!

Matéria retirada DAQUI

Nota do site: o 1º vencedor do enduro da Independência, Helder Renan Rabelo, é de tradicional família de Montes Claros. A dupla 6ª colocada nesta prova era formada por Fernando Ferreira (Fernando Varanda, que tinha um restaurante em Montes Claros) e Hélio Alcântara Wanderley, também de Montes Claros.

Nota do site2: Como a Honda patrocinou o evento, a Yamaha montou uma grande equipe para tentar as primeiras colocações. Inscreveu inclusive vários mecânicos para dar manutenção nas suas motos (a manutenção das motos só poderia ser feita por pilotos participantes da prova), o que gerou protestos de outros pilotos. A tática deu certo e a Yamaha conquistou as duas primeiras colocações no evento bancado pela Honda.

Nota do site3: Das 10 primeiras duplas do Enduro, apenas 2 do Rio (7ª e 10ª) e o resto tudo de Minas Gerais, mostrando a tradição do estado no esporte.


Já saiu do DVD do Ouro ao Diamante

26 26UTC Maio 26UTC 2007

A Máster Produções já está vendendo o DVD do Enduro do Ouro ao Diamante que aconteceu na semana passada nas cidades de Ouro Preto e Diamantina.

Essa prova foi realizada pelo Trail Clube de Minas Gerais e contou com a presença de mais de 150 pilotos

Vários pilotos do norte de Minas participaram da prova (Montes Claros, Januária, Salinas, etc).

Entre no site da Máster e faça já o seu pedido (e depois me empreste o DVD que eu também quero ver… rsrs). Clique aqui pra fazer seu pedido

Dá uma olhadinha em um trecho do DVD pra ficar com água na boca:


Ouro ao Diamante – MOLEZA???

24 24UTC Maio 24UTC 2007

QUEM FOI QUE FALOU QUE O ENDURO DO OURO AO DIAMANTE IA SER SÓ PASSEIO???

ACHOU QUE IA SER MOLEZA?

OLHA AÍ:

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Acelera Helinho….

lamacal-alessandro.jpg lamacal-alessandro2.jpg lamacal-alessandro3.jpg
Alessandro Maciel, de Januária, precisou de uma mãozinha… Tava difícil, né Alessandro? hehehe

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Subidinha que deu trabalho…

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É pra lá ou é pra cá???

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Ajuda aqui!!!!

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Se de moto já tava difícil…


RESULTADOS COMPLETOS

22 22UTC Maio 22UTC 2007

O Resultado Completo, inclusive com pontos perdidos por PC de cada dia e o Resultado Geral você pode conferir no site do Trail Clube de Minas Gerais

Assim que postarem as fotos no site eu coloco aqui também…


Sugestão de Vídeo – por Fred Alvarenga

17 17UTC Abril 17UTC 2007

“Oi,

Coloca este video da CRF 230 modificada no site.

Abraço Fred Alvarenga”

OK, Fred, mas se vc prestar atenção, eu já tinha colocado lá embaixo, na matéria do “Kit de competição para CRf 230″, no final da matéria (na última linha) com o link:

“Veja mais dados, fotos e vídeo do teste AQUI

Lá você pode ver a matéria completa, mais fotos e até esse vídeo que você indicou… hehehe

Se quiser tem esse vídeo também do Thales Villardi no Youtube:

Obs: Fred, não entusiasma não, porque o segredo não está na moto, mas naquela pecinha entre o banco e o guidão, o chamado “burrinho da direção”….

Já esse vídeo abaixo é de uma CRF original, na trilha, da turma do Clube da Trilha:

Pelo capacete Azul, até achei que era Bobão… hehehe


Causo 3 -Porreta Rumo ao Sertões

14 14UTC Abril 14UTC 2007

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Como se já não bastasse percorrer cerca de 5000 kms em cima de uma moto participando de um rally, há alguns anos atrás o Porreta decidiu ir rodando de moto para a largada do Rally dos Sertões. Seria coisa pouca, “só uns mil e poucos quilômetros”. Pilotando uma bela e confortável (confortável???) moto preparada para o rally, com a bagagem na garupa, quase provocou um
desastre na estrada.

A Uma certa altura da viagem um carro passou e os passageiros acenaram para o Porreta.

Conhecido de norte a sul do país, Porreta riu e acenou de volta…

Só que o carro continuou emparelhado e o pessoal acenando… O Porreta, naquele sol de rachar, com a jaqueta do rally, suando muito e acenando de volta.

Foi quando resolveu olhar pelo retrovisor e notou que saía fumaça da parte de trás.

– Não pode ser, pensou, a moto é nova, toda revisada pro Rally, será que o motor já fundiu? Isso não pode acontecer!

Enquanto isso, mais carros passavam pelo Porreta e acenavam. Percebendo que gesticulavam muito, resolveu parar. Assim que estacionou, reparou que a fumaça tinha aumentado.

– Foooogo!!!

A bolsa de náilon que estava no bagageiro encostou no escapamento da moto e deu início a um incêndio. A mochila crepitava e as labaredas já tinham consumido boa parte das roupas, incluindo um par de sandálias Havaiana novinha que derretia e deixava flamejantes gotinhas de plástico derretido pelo caminho. Equipado de luva e Jaqueta, conseguiu retirar a bolsa e jogar
no chão. Ou melhor, no mato, que em pleno mês de Julho não via uma gota de chuva havia muitos dias e imediatamente também começou a queimar.

Pânico geral, enquanto ele jogava a bolsa de volta pra estrada e pisava nos focos de incêndio e jogava areia para tentar abafar o fogo. Toda vez que o fogo parecia sob controle, puf, aparecia mais uma labareda no mato seco e ele saía correndo para jogar terra, pisar e
sufocar as chamas. Enquanto sapateava mais que Fred Astaire, a bolsa voltou a queimar.

Segundo o Porreta, ele já imaginava as manchetes estampadas no jornal:
“Piloto maluco, suposto terrorista ambiental, põe fogo na moto e no mato”. No final, conseguiu salvar a reserva florestal, mas da bolsa sobrou apenas uma montanha de cinza, cheirando a plástico queimado e uma escova de cabelo retorcida que não serviria para mais nada além de uma testemunha chamuscada do dia em que quase fez churrasco de macacos, tatus, periquitos e outros bichinhos da mata.

Ah, a moto queimou toda a traseira, o paralama ficou todo derretido e retorcido, mas nada que possa parar o Porreta. E ele participou do Rally todo com a moto deste jeito… Não ia ser um detalhezinho deste que iria parar o Porreta!

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Causo 2 – Outra do Porreta

13 13UTC Abril 13UTC 2007

E já que falamos do Porreta, vou contar mais uma, essa acontecida em Belo Horizonte, em um Enduro que fomos participar. Neste “causo” eu fui testemunha ocular do fato… Era uma prova tradicional, com cerca de 200 pilotos participando, uma prova bem difícil, e com vários pontos de filmagem. Todo lugar, todo sufoco que a gente chegava tinha alguém com uma filmadora registrando.

Pois bem, um desses locais era o “Subidão da Skol”, uma trilha ao lado da BR 040, em frente à antiga fábrica da Skol. Uma subida longa, com bastante minério solto, difícil de subir. Lá em cima, um sujeito filmando as quedas.

Pois o Porreta apareceu, mirou a moto, deu gás e subiu com tudo, a toda velocidade. Vários pilotos enganchados pelo caminho e ele só desviando e subindo. Todo mundo parou e ficou olhando a habilidade do Porreta, inclusive eu que estava lá embaixo ainda. Já no finalzinho da subida, em um degrau, a moto pegou um pouco mais de tração, subiu a frente, empinou, o Porreta pulou dela e a segurou pelo guidão com uma mão só, não sem antes ela dar um rodopio em volta dele e depois cair no chão.

Na chegada do enduro, contei pra todo mundo sua proeza, inclusive Dona Inês, sua esposa, que tava toda orgulhosa do Porreta. Lá estava ele todo cheio, todo animado, tomando umas brahmas na mesa com Dona Inês, comigo, Maurício Boaventura e mais uma turma de amigos, alguns de Montes Claros e muitos de BH e de outras cidades do interior de Minas.

Nisso aparece um telão com os melhores momentos da prova e todo mundo de olho. Quando chega a parte do Subidão, o cinegrafista filma o Porreta desde o começo da trilha, e todo mundo vibrando. Só que tinha um detalhe: a filmagem tinha áudio, dava pra ouvir tudo. Todo mundo ouvindo o barulho da moto, e quando a moto do Porreta empina e ele segura ela pelo guidão, todo mundo ouve ele gritar:

-Volta aqui sua rapariga, minha mulher que é muito mais brava que você eu seguro ela pela orelha!!!

Todo mundo morreu de rir, menos o Porreta, que saiu correndo, e Dona Inês, que jogou vários copos nele…